Inseminação Artificial Intra-Uterina Com Esperma de Dador

A Inseminação Intra-Uterina (IIU, também conhecida por inseminação artificial) com esperma de dador consiste na deposição de espermatozóides no interior da cavidade uterina por meio de um cateter apropriado. É um tratamento de fertilidade que pode ser realizado quer em ciclos estimulados (aqueles em que a mulher toma medicamentos indutores da ovulação) quer em ciclos naturais ou não estimulados. A inseminação artificial deve ser feita quando há ovulação (libertação de um ovócito pelo ovário), de modo a aumentar a probabilidade de ocorrer fecundação.

Descrição do Tratamento

Nos ciclos naturais ou não estimulados, a inseminação é realizada entre o 12º e o 15º dias do ciclo menstrual (em que o primeiro é o dia em que aparece o fluxo menstrual), podendo ser necessária a realização de análises ao sangue e/ou ecografias para ajudar a determinar o momento em que ocorre a ovulação.

Nos ciclos estimulados são administrados à mulher medicamentos indutores da ovulação e o desenvolvimento dos ovócitos é controlado através da realização periódica de ecografias. Quando o ovócito atinge o nível de amadurecimento adequado, é administrada uma injecção que ajuda à sua libertação do ovário. Nestes casos, a inseminação deve ser feita 36 a 40 horas mais tarde.

Quer se trate de um ciclo natural ou de um ciclo estimulado, o esperma do dador é tratado de forma a serem seleccionados os espermatozóides com maior qualidade e capacidade de fecundação.

Para o procedimento de inseminação intra-uterina, o ginecologista utiliza um espéculo e introduz no útero um cateter (tubo pequeno e flexível) carregado com espermatozóides previamente seleccionados e tratados, sendo que a descongelação do esperma do dador é feita no próprio dia.

Trata-se de um processo rápido e após a inseminação a mulher deve repousar durante um breve período. Pouco depois, poderá retomar a sua vida normal.