a quem se
dirige?

Cisgénero e Transgénero

Antes de mais, é importante distinguir entre Cisgénero (“Cis”) e Transgénero (“Trans”). Um Cisgénero define um indivíduo que se identifica, em todos os aspectos, com o género atribuído à nascença. Já o Transgénero é alguém que muda de género, ou seja, apesar de ter nascido com um aparelho reprodutivo feminino ou masculino, identifica-se com o género oposto.

Lésbica: Pessoa Cisgénero ou Transgénero que se identifica com o género feminino e se relaciona afectiva e/ou sexualmente com outras pessoas do género feminino.

#PrideBabiesCanHelp: Em princípio, asseguradas as condições de saúde, poderá fazer tratamento de fertilidade. Um casal de lésbicas ou uma lésbica podem recorrer a Inseminação Artificial com Esperma de Dador, a fecundação in vitro com esperma de dador ou a Maternidade Partilhada (em que uma pessoa engravida de um embrião obtido a partir de um óvulo da sua mulher/companheira e um espermatozóide de um dador).

Gay: Pessoa Cisgénero ou Transgénero que se identifica com o género masculino e se relaciona afectiva e/ou sexualmente com outras pessoas do género masculino.

#PrideBabiesCanHelp: Infelizmente um casal gay ou um homem gay não podem realizar tratamentos de fertilidade para alcançar a parentalidade, em Portugal. Mas pode, contudo, realizar criopreservação de esperma.

Bissexual: Pessoa que se relaciona afectiva e/ou sexualmente com pessoas do mesmo género que o seu ou de outras identidades de género.

#PrideBabiesCanHelp: Em princípio, asseguradas as condições de saúde, poderá fazer tratamento de fertilidade. Um dos elementos do casal deverá ser uma mulher, pois em Portugal os casais exclusivamente masculinos não têm a possibilidade de fazer tratamentos de fertilidade.


Transgénero (Travesti ou Transexual): Pessoas que não se identificam com o género atribuído à nascença com base nos órgãos sexuais e transitam para outro género, podendo manter ou não os órgãos reprodutivos biológicos. É muito importante que as pessoas transgénero sejam adequadamente aconselhadas sobre as alternativas de preservação da sua fertilidade, preferencialmente antes de iniciarem processos de terapêutica hormonal de longa duração.


#PrideBabiesCanHelp: Em princípio, asseguradas as condições de saúde, poderá fazer tratamento de fertilidade. No entanto, é necessário que se verifiquem algumas condições, como a existência de um útero viável e de identidade civil no casal: o tratamento só será possível se as pessoas tiverem identidades civis diferentes ou se forem ambas mulheres.


Exemplos:

- Um homem que transita para mulher e que tem uma orientação sexual lésbica, poderá criopreservar esperma (antes do processo de transição) ou realizar tratamento de fertilidade com doação de esperma.

- Um homem que transita para mulher e que tem uma orientação sexual heterossexual não poderá realizar tratamento de fertilidade, uma vez que nenhum dos elementos do casal possui um útero viável.

- Uma mulher que transita para homem e que tem uma orientação sexual gay não poderá realizar tratamento de fertilidade se tiver identidade civil masculina, mesmo que mantenha o aparelho reprodutivo feminino.

- Uma mulher que transita para homem e que tem uma orientação sexual heterossexual poderá realizar tratamento de fertilidade com recurso a doação de esperma.


Queer: Este termo refere-se a pessoas que não são heterossexuais nem cisgénero. As pessoas Lésbicas, Gay, Bissexuais e Transgénero podem identificar-se com a palavra “Queer”.

Questionando: Termo usado para reconhecer uma orientação não-heterossexual sem ter que definir por quem as pessoas se sentem atraídas. Nesta condição, as pessoas estão a tentar descobrir qual a sua identidade ou orientação sexual.

#PrideBabiesCanHelp: Em princípio, asseguradas as condições de saúde, poderá fazer tratamento de fertilidade. Um dos elementos do casal deverá no entanto ser uma mulher, pois em Portugal os casais exclusivamente masculinos não têm a possibilidade de fazer tratamentos de fertilidade.

Intersexual: Segundo a Sociedade Intersexual Norte Americana, este termo é usado para designar uma diversidade de condições em que uma pessoa nasce com uma anatomia reprodutiva ou sexual que não se encaixa na definição típica de sexo feminino ou masculino. Por exemplo, uma pessoa intersexual pode nascer com uma aparência exterior da genitália do género feminino mas com anatomia interior, maioritariamente do género masculino (ambiguidade). A intersexualidade não se refere à orientação sexual ou identidade de género.

#PrideBabiesCanHelp: Em princípio, asseguradas as condições de saúde, poderá fazer tratamento de fertilidade. Contudo, em muitas destas situações as pessoas poderão ser inférteis, sendo necessário o recurso a gâmetas de dador.

+ - Compreende as restantes letras da sigla LGBTT2QQIAAP e outras condições dentro do espetro de género e sexualidade que a linguagem ainda não conseguem descrever:

Assexual - Indivíduo que sente pouca ou nenhuma atracção sexual por nenhum género;

#PrideBabiesCanHelp: Em princípio, asseguradas as condições de saúde, poderá fazer tratamento de fertilidade. Pessoas que têm uma relação de amizade mas não se sentem atraídas afectiva ou sexualmente, podem ser pais/mães.

Pansexual ou Polissexual - Aqueles que podem desenvolver atracção física, amor e desejo sexual por outras pessoas, independentemente de sua identidade de género ou órgãos reprodutivos.

Aliados – Pessoas que, independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero, desenvolvem ações para promover os direitos e a inclusão LGBTQIA+.

Agénero - Alguém que não se identifica ou não se sente pertencente a nenhum género.

Género neutro - Pessoas que preferem não ser associadas a um género específico.